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Parcerias com IVO MEIRELLES, BERNARDO VILLHENA, MARCO
SCHNEIDER, OS CAMISA PRETA e SOUL BRASIL Fazem o trabalho
ser digno de uma primorosa audição "Alto, Bem Alto''
Influências soam apenas como um
leve toque de moldura para um
refinado estilo. Próprio de um sobrevivente e eterno
roqueiro.
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Faces e Revoluções
é
um trabalho que mistura de uma forma
bem particular algumas tendências dos anos 70\80\90,
como a soul music tupiniquim e as baladas folksoul - Brasil.
Canções como a própria Faces
e Revoluções - " Eu vejo
o futuro indeciso \ Vejo como não é fácil
\ De transpor os perigos \ Vejo como um dócil caso..."
demonstra sincronismo com esses estilos, mas com uma pegada
diferente, com um arranjo unindo programação
eletrônica com batera acústica, naipes com
guitarras e piano Rhodes, apresentando e navegando em
torno do violão, da voz, de um sentido meio psicodélico,
on the road eterno.
Em Soul Estação Primeira,
parceria com Caca Franklin, a malandragem poética
da vida carioca, chamando para a musica, pros bares, para
as quadras das Escolas de Samba, para os morros marginalizados...
O chamado Movimento carioca em permanente ciclo, mostrando
sem preconceitos que a diversidade cultural é a
grande Graça Divina entregue aos brasileiros "O
bom da vida é viver em paz \ lavar a mente com
água da fonte \ de Zé Kéti a Cartola
\ de Roberto a minha viola e tanto faz \ o conceito tanto
faz \ A nossa estação primeira é
a mangueira \ o povo preto faz o carnaval \ dança
da chuva pra lavar essa sujeira \ e a nossa vida livrar
do mal \ então levanta, vem dizer pra que é
que veio \ levanta vá mostrar ao mundo inteiro
um toque de raça \ um pouco da graça \ desse
caldeirão brasileiro que mistura preto branco índio
e quem mais chegar \ para animar a festa...
Numa uniformidade excêntrica, cheia de confusas
rédeas amorosas em
seu debate a eletrônica Ira dos Deuses,
enfoca o universo lúdico das sensibilidades e
emoções com a perda do caminho, acelerados
por beat's e nuances do britpop à poesia romântica,
fria e urbana. Em frases como "Aonde está
o que cesse \ ainda sem o que me encontrou \ ainda sem
a paz \ com antigos sons que estão no ar \ que
bom que cessem... Do outro lado do oceano \ somem na
linha do sol \ as minhas ilusões \ que se tornam
as canções \ que nos trazem a paz \ ando
perdido sem você... Talvez a ira dos deuses, sobre
nós \ seja uma réplica dos nossos criminosos
vôos \ meros dons \ inocentes samurais..."
Bons tempo-s da gravadora inglesa Factory, lembrando
Acertain Ratio, com sampler da banda Crazy Pennis.
Irreverência em Mãos de Navalha
com participação dos Camisa Preta e amigos
exaltando a boa bebedeira, sem vítimas, sem medo
e sem pudor de ficar sossegado.
Soul Brasil e Ivo Meirelles na carioca Pensando
em Voltar e na balada soul Não
Estou Acostumado trazem de volta a bela sensação
de entrar nos antigos bailes da Vera Cruz.
O resumo, a sinopse ou qualquer interpretação
literária foge do contexto.
Só ouvindo, escutando e compreendendo esse intenso
trabalho.
Sobe
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